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Sobrevive-se

Sobrevive-se

26
Jul22

Nada de novo, afinal.

Costa

Um ente, sendo tolerante nos termos, de origem brasileira, expectora hoje, na edição "online" de um jornal "de referência", umas inanidades sobre as infinitas culpas (necessariamente eternas) portuguesas quanto ao que o Brasil é por estes dias e sobre a absoluta irrelevância a que deverá ser devotada a destruição metódica e indefensável de um país. Esse mesmo, a Ucrânia, e irrelevante por isso mesmo: porque "são brancos morrendo". Brancos e presume-se largamente heterossexuais (o ente em causa ergue a bandeira LGBTQIAP+; quanto "+" ainda surgirá, é - evidentemente - uma incógnita de que nem certo canal televisivo, por estes dias em incontido frémito de proselitismo da bizarria, conhecerá, é de crer, o limite).

O ente em causa, com um discurso que seria risível se não fosse absolutamente trágico, vem cá, ao latifúndio da Atalaia, em Setembro, "fazer a minha [sua] arte". Arte, então. E está tudo dito. Quanto ao ente e quanto ao anfitrião (um ente, aliás, o anfitrião, de historicamente consagrado conservadorismo de costumes; voltas da vida...). E quanto à festa no latifúndio, se depender do ente brasileiro: ódio anti-português (a imbecilidade de olhar os factos de há centenas de anos por critérios de hoje e de pretender fazer os de hoje pagar por actos de longínquos avós), racismo (negro), acrítica devoção pelos agressores, ansiada tirania das minorias.

Nada de novo, afinal.

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